Acho que todo o gamer, desenvolvedor ou não, passou por alguma discussão sobre o quanto é "perda de tempo" ficar na frente dos computadores/consoles/livros de RPG jogando horas a fio.
É claro que tudo em excesso faz mal, mas a censura também não é a solução mais sensata, e olha que nós já passamos por isso algumas vezes... como foi o caso do Couter-Strike e do Everquest, que um juíz sem a menor noção proibiu, (o que me lembra lá nos tempos de escola quando tentaram proibir o GTA 1 se não me engano...), e é a mesma coisa com os RPGs, com igrejas dizendo que o jogo envolve rituais "demonícos".
Mas tudo isso por causa de uma justificativa insensata sobre incentivo a violência, porque é muito fácil culpar um jogo, mesmo os filmes e outras mídias contendo sexo e violência irrestrita, e tudo isso, mesmo games e filmes tendo uma
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA.
E não é só no Brasil não, tanto que na Times de Londres saiu um artigo como este:
Video games: I'll never buy one , só notem os comentérios ao final da notícia, onde todo mundo questiona o artigo.
Se for por violência então vamos aos dados estatísticos nos EUA.
Repare que no gráfico aparecem uns títulos bem polêmicos para suas épocas.
"Dados oficiais dos números de vítimas de crimes violentos nos EUA por 1.000 habitantes"

fonte:oVelho.com
O site de desenvolvimento de jogos
Gamasutra já publicou algo parecido aqui:
Stop Calling Games "Addictive"!
e aqui:
Gaming Addiction: Clearing The Air, Moving Forward
O que a maioria das pessoas não vê é que isto tudo faz parte da cultura atual, nós aprendemos muito com os jogos, são formas mais interativas de aprendizado, e não venham me dizer que jogos educaionais tem que ser "bobinhos" e chatos porque não tem.
Mesmo jogos não voltados especificamente a educação também podem agregar valor, como aprendizado de uma língua estrangeira ou mesmo carregar aulas de história consigo (como é o caso dos glossários da série Age of Empires).
Isso que eu canso de ver artigos nos sites de notícias que o wii ajuda na rehabilitação de pessoas nos hospitais e que médicos que jogam o mesmo console tem uma mão mais precisa para cirurgias do que aqueles que não jogam.
Tudo isso concordando com os artigos do
Meio-Bit games:
Desabafo Gamer
Apenas 10% da sua cabeça animal
Por essas e outras que muitos dizem que deveriamos arrumar um trabalho "de verdade", ao invés de ficar "perdendo tempo" na frente dos jogos, mas estas mesmas pessoas não sabem o quanto nós temos que estudar e aprender para fazer um jogo, e o que o
nosso trabalho pode agregar.
Só para compensar, uma boa notícia:
Computer games design goes on the curriculum
fonte: oVelho.com